jueves, 10 de septiembre de 2009

FESTIVAL DE VIDA ECOLOGICA EM BRASÍLIA




APÔS O FESTIVAL, RUSSO DIRIGIRÁ UM ECONOMICO CURSO DE BIO-CONTRUÇÂO PARA QUEM FICAR. SE INSCREVA.


- O site do Russo esta sendo divulgado por Mario Gabriel através do Link no site do
Encaminhando Informações Sustentáveis ( www.syntonia.com/terra ), e
colocamos também a cartilha do forno solar do José Albano

SAIBA SOBRE O PARAISO ECOLOGICO DO RUSSO EM TERRA RONCA http://www.portaldoarcoiris.pirenopolis.tur.br/

lunes, 31 de agosto de 2009

CHAMADO BIOSÓCIOREGIONALVERDEJAR, RIO

CLIQUE SOBRE A IMAGEM ACIMA PARA AMPLIAR

Venha das as mãos e compartilhar conosco o CHAMADO BIOSOCIOREGIONAL VERDEJAR nos Dias 04, 05, 06 e 07 de Setembro no espaço do Verdejar na Serra da Misericórdia - RJ!!!

Por amor, pedimos que vc confirme sua participação e que ouviu a esse chamado por este blog da REDE LATINA... biosocioregionalrio @gmail.com


e logo você terá mais informações de como interagir nesse encontroo!!!

"Somos a Teia, somos quem a tece... Somos o sonho, somos sonhadores"!!!

Chamado biosocio


A BioSocioRegional Rio surgiu da união e da vontade de redes e individuos de diferentes origens que compartilham do ideal de criarem bases sólidas para a construção de um mundo sustentável em nivel local, regional e planetário através de princípios éticos.

Buscamos resgatar os aspectos tradicionais das regiões e o diálogo com as novas tecnologias, fazendo com que técnicas de cultivo, formas de organização social, artes, formas de construção, materiais, alimentação, economia, saúde, e demais aspectos relacionais comunitários sejam trabalhados e manifestados no cotidiano local.


Juntos sonhamos e trabalhamos em prol de um movimento construído coletivamente, onde através da vivências possamos compreender e resgatar os processos naturais aos quais pertencemos, nos reconhecendo e abrindo os caminhos para uma vida mais íntegra, honrando nossa missão neste planeta, sem deixar de valorizar ferramentas importantes que fazem parte da nossa cultura contemporânea e se adequam aos princípios de uma sociedade sustentável.

Através de encontros regulares pretendemos fortalecer os indivíduos, redes, organizações e comunidades locais que nos cercam e aos quais pertencemos.
Sendo assim, desde já convocamos @s guerreir@s para compartilhar conosco nessa rede... somando seus divinos dons e talentos, fortalecendo a família... Venha trabalhar, celebrar e dar suas mãos dispostas a ajudar nessa ciranda de ações...

Traga suas experiências, suas oficinas, instrumentos musicais, informações e tudo que possa ser compartilhado para crescimento mutuo.
(caso deseja saber mais infos sobre essa rede solicite e /ou mais infos no google e no youtube) ou acesse os links a seguir...

http://sementecaboc la.blogspot. com/2009/ 05/rede-biosocio regional- do-estado- do-rio.html http://www.youtube. com/watch? v=_br1NoejxP4

http://www.youtube. com/watch? v=SrDFLw0htIE
http://www.youtube. com/watch? v=TcJmCEpAMIE http://www.youtube. com/watch? v=cs30BEdhjUo

http://share. ovi.com/media/ bhakti.public/ bhakti.10074
http://ecoastral. multiply. com/

jueves, 27 de agosto de 2009

CARTA DO COYOTE ALBERTO RUZ

O RETORNO DOS GUERREIROS
Por Coyote Alberto Ruz, ex-organizador da CARAVANA DO ARCO ÍRIS
Ecoaldea Huehuecóyot, México 24-09-09


Bom, grande família, finalmente, Mais uma vez, uma missão que parecia bem difícil, quase impossível, conseguiu se completar da maneira mais mágica e maravilhosa imaginável.


Estou a escrever-lhes desde a nossa ecovila de Huehuecóyotl, situada na
Sierra de Tepozteco, em México, para contar-lhes como, tanto a
“Mazorca” guerreira, como eu mesmo, este Coyote néscio e testarudo que
já conhecem, conseguimos unir nossa visão com a generosa ação de
muitos de vocês, para o poder finalmente conseguir.

Regressando um pouco no tempo, meu último comunicado foi enviado após o
Foro Social Mundial de Belem, Brasil, conjuntamente com o da nossa irmã
Leonor de Venezuela, para contar-lhes que tinha tomado a decisão de
fechar o ciclo de 13 anos de peregrinagem com a Caravana do Arco-Iris pelos
caminhos do Nul das Américas, e que tinha chegado a hora de empreender
o retorno para o Norte. Para México. Para Huehuecóyotl.


Começou então a difícil tarefa de desfazer esse mundinho especial que
com muitíssimos esforços construiramos ao longo de 13 anos de viagem e
para mim, durante um ano mais de preparativos, esse mundinho que foi a
Caravana desde que a pensei pela primeira vez num Rainbow em Novo
México em1995, até a saída da “Mazorca” de aqui mesmo, de Huehuecóyotl
em 1996, o cruze do Panamá a Colômbia em 1997, e daí em adiante, todas
as aventuras que muitos de vocês têm compartilhado de uma ou outra
maneira conosco, percorrendo em um total, 17 países, ao longo de todos
estes incríveis anos.
Foi triste ter que nos desfazer da maior parte de nossos veículos: A
fiel e guapa “Wipala” foi doada a Dom Nelson, junto com seu remolque
“Águia,” este último levando uma tonelada de presentes para o quilombo
de Sao José dá Serra, para a comunidade afro brasileira de nossa irmã
Luzia e suas hijitos, Dieguinho e Abayomì, este último, um lindo
guerrerito nascido do amor entre Luzia e Nelson ao passo da Caravana
por sua aldeia.
Foi duro ter que vender nosso potente camião de ónus, o “Ganesh” e
nossa “Kombi”, a mais utilizada das naves,” e
nossa “Kombi”, a mais utilizada das naves, a que por anos nos permitiu
nos mobilizar rápido, fazer compras, diligências, relações públicas e
passeios pela cidade e seus arredores.
Foi muito complicado conseguir, vencendo mil dificuldades, dúvidas,
travas, embarcar em um grande container à grande “Mazorca” e sua
remolque, a cozinha “Caracola,” metendo neles todo o que não doamos,
presenteamos ou distribuímos entre os últimos tripulantes e passageiros
da Caravana e nossos vizinhos em Ananindeua.



Do dinheiro produto da venda dos dois veículos, uma parte foi dedicada
ao embarque e translado da “Mazorca” de Belém a Veracruz, e a outra
para assegurar que todos os leais guerreiros e guerreiras que
combinaram com a Caravana até o final, tivessem assegurados seus
boletos de volta a suas respectivas casas, onde queira que estas
estivessem.




Tomou-nos três intensos meses, a Verónica e a mim, levar a cabo todos os passos necessários para resolver os assuntos logísticos e materiais da
viagem, inclusive os mais complicados como o montado de nossos dois
veículos no contenedor aberto, uma operação súper complicada com a
ajuda de três grúas e meia dúzia de pessoas, devido o reduzido espaço
que ficava para o fazer. E os intermináveis trámites com as diferentes máfias aduaneiras, da polícia, de fazenda, viagens ao porto, etc. que procuravam todos os possíveis truques para alongar a decisão e para nos sugar mais prata.


Depois veio a parte mais sensível de enfrentar. Até o final do
projecto, contra vento e maré, nas boas e as más, um grupo pequeno mas
decidido e leal à Caravana, neste ponto tiveram que se tentar outro
caminho, já que em Belém, os caminhos do Sur legaram a seu fim. Uma vez
que chegamos ao Foro Social Mundial, sabíamos que inclusive
geograficamente, não teríamos mais onde ir.



Ficavam-nos só algumas opções. Ou embarcávamos-nos no Amazonas, com
destino a Manaus, e daí teríamos que subir por terra a Venezuela,
Colômbia, para de novo nos encontrar no impracticable Passo do Darién
como no ano 1997. Ou embarcávamos-nos rumo a África, onde neste momento
não existem as possibilidades políticas, económicas nem de segurança
para empreender um projecto como a Caravana. Ou retrocedíamos e
regressávamos ao Brasil que já tínhamos percorrido. Ou finalmente
fazíamos o que decidimos fazer. Fechar um ciclo de 13 anos, com um
broche de ouro, e depois, a cada um ou uma, se procurar seu próprio
destino.


Nelson, com média dúzia dos mais jovens e recentes tripulantes da
Caravana, decidiram dirigir ao Encontro Nacional de Comunidades
Alternativas, que neste ano se reuniu perto da mágica Chapada dos Veadeiros,
e continuar a viagem pelo Brasil, com os mesmos propósitos da Caravana,
ainda que desta vez com Nelson como Capitão da Wipala, e com autonomia
total para decidir suas rotas e seus projectos próprios.



Meu grande parceira, Verónica e suas filhas, Karo e Sofia, que levavam
quase sete anos na Caravana, e que se tinham já graduado de todo o que
puderam aprender de nossa escola Viva itinerante, também precisavam uma
mudança. E dantes que nada, precisavam apresentar algumas provas para o
sistema educativo brasileiro, que lhes permitisse revalidar vários
desses anos de errancia e educação extra curricular e extra muros, para
poder daí em adiante decidir se queriam regressar à academia, ou
profesionalizarse no que melhor lhes parecesse do muito que aprenderam
no caminho. Ou criar sua própria Caravana, como Karo me contou em
alguma de suas cartas.


Após sete anos tornaram-se em três caravaneras experientes, prontas
para enfrentar qualquer repto, com magníficas ferramentas para seguir
sobresaliendo no que decidam fazer de aqui em adiante. Ademais, tinham
pendente um regresso ao Equador, onde em todos estes longos anos não
puderam nem sequer visitar para a suas famílias, nem passar umas
navidades ou fins de ano com eles.


De modo que, justamente, sua decisão foi a de conseguir seus diplomas, e viajar a seu país para re-encontrar com seus pais, irmãos, tios, sobrinhos, avôs e demais seres queridos,
como eu também precisava o fazer em México com minhas relações mais
próximas. Após muitos anos de dar e dar a nossa família grande
latinoamericana e à Pachamama, precisávamos dar-nos um pouco a nós
mesmos e a nossas famílias garotas em nossos respectivos países, em
nossos próprios terrunhos.




Minha saúde, como muitos sabem, nestes dois últimos anos não era das melhores. Uma série de problemas com as vias respiratórias converteu-se em uma situação crónica, e uma sinusitis-rinitis muito molesta, tem-se-me complicado várias vezes com umas bronco-pneumonias que em várias ocasiões me fizeram parar no hospital. Tratamentos diversos, de toda a índole, naturais, homeopáticos, alopáticos, não conseguiram neste tempo parar o processo, senão que minha condição foi piorando com o passo dos meses. Viver ao ar livre, é são, quando um esta são.


Viver baixo a chuva constantemente como nos passou nos dois últimos anos, é maravilhoso, quando um é planta. Dormir em um autocarro metálico, exposto aos hongos e ao mofo, é um campo muito fértil para esse tipo de cultivos, mas não para uns bronquios que não conseguiam estar secos já por demasiado tempo. Era tempo também de me dar um respiro e passar em uns meses em um ambiente mais propício para melhorar meu sistema inmunitario. Para recuperar minhas forças e minha energia vital, que a últimas datas, me custava muito regenerar após a cada uma das missões nas que nos metíamos.


O Foro Social Mundial, com todos seus maravilhosos logros, a Aldeia de Paz, com seu sucesso indudable, foram a puntilla que me fez me decidir a aceitar que um fim de ciclo se estava a aproximar. Além do trabalho enorme de ser dos primeiros em chegar a Belém e montar a Aldeia, de receber a mais de 1000 acampados e de sustentar durante a semana do Foro, e de ficar-nos até ser os últimos na fase de limpeza e recolhida, passamos praticamente em um mês baixo a chuva, e não qualquer chuva, senão verdadeiras tormentas amazónicas, a cada dia e a cada noite do evento. Caminhando sobre o lodo, comendo sobre o lodo, dançando sobre o lodo, trabalhando sobre o lodo, ceremoniando sobre o lodo, recebendo à imprensa nacional e internacional baixo o lodo….dormindo sobre o lodo, montando carpas e desmontándolas sobre o lodo.


Por conseguinte, muitas circunstâncias foram convergiendo, até o último momento esperando que nosso segundo projecto, seleccionado, premiado e aprovado pelo Ministério da Cultura, para dar continuação ao exitoso primeiro projecto como Pontón de Cultura Viva Itinerante, se retomasse. Até a data de minha partida, e até este momento que escrevo, a Secretaria responsável de libertar os fundos só nos deu longas e mais longas, perdendo documentos, os escondendo, os voltando a pedir, duas, três, quatro vezes, nos mantendo ansiosos com a esperança de que a final de conta, as coisas se resolvessem e pudéssemos seguir viajando com o apoio do Ministério.


Mas o Universo tinha outros planos, já que devido a uma mistura de problemas organizativos internos da administração e a burocracia brasileira, uma das piores que encontramos nesta longa viagem por América do Sul, e devido a um problema causado por nossos anteriores “sócios”, uma organização indígena de Brasília, cujos líderes corruptos acabaram cometendo uma fraude contra a Caravana, e contra o mesmo Ministério da Cultura, a oportunidade de continuar o projecto se vieram para abaixo.



Encontramos-nos pois ante a disyuntiva de seguir arrastando uma situação que já se estava a estender demasiado, ou fechar o ciclo e decidir que a Caravana já tinha amplamente cumprido todas suas missões, a maior parte exitosamente, e que era hora de passar a página para ver de que maneira continuava, desta vez provavelmente no Norte, com novas ideias, uma nova estrutura, com outra gente, e com algum projecto temporário, específico e bem financiado. Após mais de 10 anos de viagem, estávamos esgotados dos projectos abertos, sem rota, sem financiamento, fora do tempo, como voluntários t sem nenhum apoio institucional. Em Caracas, Leonor e nossos amigos venezuelanos organizaram então vários eventos para arrecadar fundos para conseguir-me um boleto de avião desde Belém, e justamente este foi reservado e me foi enviado para voar no dia 19 de julho, ao dia seguinte de nossa celebração de aniversário. Outra sincronía interessante.


E nesse domingo, último dia mio no Brasil, vendemos nossa kombi a uma família do bairro de Ananindeua, nossos vizinhos, que se fizeram assim de seu primeiro veículo familiar. E no meio de mil despedidas, lágrimas, abraços, beijos, promessas, saudades imensas de todo o tipo, comecei meu regresso a “casa”, após ter vivido 13 anos em um autocarro, sentindo-me estar “em casa” na cada um dos lugares onde nos detivemos, e de manter juntos por sete anos, uma família com Vero e as duas garotas, primeiras meninas que viveram toda sua adolescencia na Caravana. Em Caracas, uma comitiva já me tinha programados quatro dias intensos de visitas a diferentes médicos, de diferentes especialidades, sistémicos, homeópatas, otorrinolaringólogos, de doenças tropicais, e inclusive de medicina chinesa, com acupuntura, bioenergética, raios X, tomografías, exames de sangue, moksa e reflexología Recebi masajes, reiki, e abraços, cariño, apoio, de toda a grande família venezuelana, não só de Caracas, senão também de Maracaibo, Porto A Cruz, Barquisimeto, o Paují, a Grande Sabana e Mérida.


Um arcoiris de amor incondicional, a melhor das medicinas, de agradecimiento, reconhecimento, pessoal e por todo o semeado nestes anos pela Caravana, por todos os caravaneros que fizeram esta epopeya possível. Aparte disso, participei em vários eventos, o fechamento do Congresso Noosférico local, no Dia Fosse do Tempo, dei entrevistas para vários hermanitos que estão nas áreas de de audiovisuais, me encontrei com gente nova, que está a realizar um trabalho muito similar que o que a Caravana veio semeando no caminho, com velhos irmãos com quem compartilhamos aventuras fora de série no passado, e, para culminar, fui raptado e levado ao mar, para passar em um dia em um velero, nadando, bebendo o sol e o sal marinho, com uma companhia linda e generosa, comendo pescadito fresco e frutos do mar, para desse passeio ser levado directamente ao aeroporto para seguir a viagem. Esta segunda etapa, de Caracas a México, foi outro milagre conseguido pelas tribos de Espanha, quando uma jóia de mulher lançou a mensagem de que o Coyote precisava um boleto para regressar a seu país de origem. Só quando estava por subir ao avião me dei conta de duas coisas surpreendentes que me encheram a alma de alegria, a rota era Caracas-Havana-DF, isto é, ia parar, ao menos um par de horas na terra de minhas ancestros, onde não pude nunca chegar com a Caravana, e a reservación era em Primeira Classe…


Não tenho palavras para vocês garotos e garotas hispanekas!!! Bom, o resto tem sido a lenta aterragem aqui a Huehuecóyotl, que não tem sido fácil, pois a dois dias de chegar começaram uma série de viajecitos internos. Ao DF, várias vezes, e sobretudo ao porto de Veracruz, onde nos dirigimos Odín, meu filho, e eu, com uma veterana caravanera, Ale, para a operação “Resgate” da Mazorca, após sua longa viagem marítima, desde Belém, passando pelas Ilhas Bahamas, até Veracruz. No porto acabamos passando 5 dias, entre esperas, trámites, pagamentos, mordidas, idas à praia, passeios pelo malecón, até finalmente conseguir que o ónus saísse da aduana, e pudéssemos a ter pronta para sua primeira viagem neste ciclo de Veracruz a Huehuecóyotl.


Depois passamos quase em um dia arranjando um par de pneus ponchados, endereçando um eixo da Caracola que foi dobrado ao a subir com a grúa, consertando um berço que se rompeu pelo excesso de importância, passando a maior parte do ónus do remolque à “Mazorca,” que aguenta mais que nosso carromato feitiço. Finalmente, no sábado 8 de agosto tomamos de novo a estrada, para um percurso que à ida, com Odín nos tomou quatro horas, e que ao regresso, ao passo Caravanero, nos tomou màs de doze. A difícil subida às Cimeiras de Maltrata, (que nos tratou como seu nome o indica), foram o episódio mais longo, lento e rompe nervos da viagem, no meio da bruma e manejando sem parar ascendendo a 20 km/hr por horas, entre meia noite e o amanhecer.


Finalmente entramos pelo portão de Huehuecóyotl, às seis da madrugada do domingo 9 de agosto. A estadia no porto foi linda, graças ao hospedaje e a visita de duas hermanitas da alma, que nos receberam e acompanharam nessa longa espera, e a fizeram muito agradável, amena e divertida. Obrigado também a vocês, Ale Cerdeño e Micaela, angelitas do caminho. E assim vou chegando ao dia de hoje, e a ir fechando este Comunicado dantes de que se volte, como muitos dos outros que enviei, interminável. Estou em Huehuecóyotl, re-instalando-me nesta ecoaldea que fundei em 1982, e que foi seleccionada faz pouco na Revista Communities, como uma das “10 mais belas do mundo”, por um painel internacional de 15 viajantes, especialistas em comunidades intencionales e ecoaldeas.


Felizmente tenho-me reencontrado até agora com dois de meus adorados filhos, Mayura e Odín, com meus quatro netos, incluindo à mais recente, Branca Nayeli, que ainda não conhecia, Arún, Sebastian e Amaya; com Gerda e Lourdes, queridas mães de três de nossos filhos comuns, do clã dos novos Ruzes; com meu efectivo yerno David e meu linda nuera Saidi, com meu irmão Jorge, com o espírito de minha mãe, Branca, que me deu as asas para empreender esta e mil outras aventuras; com o espírito de Huehue, o Velho, velho Coyote, e com dúzias de meus irmãos e irmãs mais queridos destas terras. Gente toda especial que a cada dia reencuentro nas ruas de Tepoztlán, nosso povo mágico, em seu alucinante mercado, nas festas e nas reuniões, que aqui não precisam de muitas desculpas para se dar.


Agora estou a tentar reencontrarme comigo mesmo, a parte mais difícil, e de me adaptar a viver sem a tribo a minha ao redor o tempo tudo, sem minha parceira Vero amanhecendo a cada amanhã a meu lado, sem meu camita na Mazorca, ainda que esteja aqui cerquita a menos de 50 metros de minha nova casa, após tantos anos dessa vida nómada, sem arraigo ao lugar, aos costumes, aos sabores, à gente, pois na Caravana há que estar sempre prontos para arrancar e seguir adiante. E sem essas metas que nos foram levando através de dez e sete países, rompendo fronteiras, e nos permitiram conviver com pessoas tão diversas e com os moradores de centenas de comunidades, por todas as geografias pelas que passamos. Mas isso já faz parte do próximo capítulo. Agora, é hora de me organizar de novo, me instalar, me criar uma rutina e encontrar a maneira de me sustentar. Terminar o livro no que estou metido faz em uns meses, “Negras raízes, Coração Arcoiris” que espero poder publicar em sua primeira edição dantes do fim de ano em Caracas. E respirar, reaprender a tomar-me as coisas com acalma, comer devagar, dormir todo o que precise, ver à gente quando queira e possa, e ter tempo para observar e ouvir, a todo minha ao redor, dantes de voltar às andadas.




Só quero finalmente agradecer, agradecer, agradecer, à vida, a tod@s vocês, a tod@s os caravaneros de sempre, a tod@s quem nos acompanharam parte da viagem, os que nos mandaram seu apoio, em muitas formas, sobretudo quando mais o precisamos. Agradecer especialmente a minha maravilhosa parceira Vero, ao leal Nelson e às centenas de garotos e garotas de todas as épocas, que tiveram a oportunidade de passar um tempo nessa maravilhosa Escola de Vida que foi, e provavelmente será algum dia de novo, a Caravana Arcoiris pela Paz. Mando-lhes mil bênçãos, mil abraços, mil beijos, para que atinjam para tod@s....los que nos conheceram pessoalmente, os que só souberam de nós através de outros, os anjos do caminho, as forças invisíveis, as guias e maestros, ao Grande Mistério, ao Universo e a todas nossas relações, aqui e sempre.



Ou’Mta Ku Oyasim



A REDE LATINA DE INTERCÂMBIO SOLIDARIO felicita a Alberto Ruz pela coronación de sua última bellísima aventura com a Caravana do Arco Íris, dando reconhecimento a seus muitos e batalladores anos devotado à causa de semear activamente a construção de um NOVO MUNDO POSSÍVEL, por vários continentes, caminhando e caravaneando, e sempre criativa, alegre e comunitariamente.




OBRIGADOS, ALBERTO, QUE A VIDA TE ABENÇOE E NOS ABENÇOE COM MUITOS ANOS MAIS DE AMOROSOS SERVIÇOS TEUS A NOSSA CAUSA.




OBRIGADOS TAMBÉM A TODOS Os ESPÍRITOS LUMINOSOS E GUERREIROS QUE FORAM TEUS COLEGAS E TUAS COLEGAS NOS MOMENTOS MAIS GLORIOSOS E MAIS DUROS DESSA ANDADURA COLECTIVA


CONTA COM TEU POVO DO ARCO ÍRIS, QUE TE ADMIRA E TE AMA.




Esperamos em algum dia um livro que relate tantas intensas experiências para estimular a tanta gente a chegar a ser tão jovens como tu o foste toda a vida.


Rede Latina de Intercâmbio Solidario



sábado, 25 de julio de 2009

FESTIVAL DE VIDA ECOLÓGICA EM BRASÍLIA




- O site do Russo esta sendo divulgado por Mario Gabriel através do Link no site do
Encaminhando Informações Sustentáveis ( www.syntonia.com/terra ), e
colocamos também a cartilha do forno solar do José Albano

SAIBA SOBRE O PARAISO ECOLOGICO DO RUSSO EM TERRA RONCA www.portaldoarcoiris.pirenopolis.tur.br

miércoles, 15 de julio de 2009

........AS FASES PRÉVIAS DE UM PROJETO DE ECOVILA



Para materializar nossa visão de Comunidade Ecovileira e atingir os objetivos apontados, precisamos ir cumprindo as diferentes fases que aqui se expõem:

FASE 1- O ALEGRE NOIVADO do grupo de pessoas que querem criar juntas uma Ecovila.
A PRIMEIRA FASE DO PROJETO consiste em conhecer-nos "NO PLANEJAR", enquanto edificamos, junto às estruturas conceptuais e funcionais que planejamos, uma entidade espiritual conjunta, para o qual é também necessário que todo mundo conheça e estude bem este esboço de Manual ou Acordo de Convivência, ademais do Estatuto, ambos Documentos Fundacionais baseados em 25 anos de experiência em ecovilas, para não perder dois anos inventando o que já está inventado e, depois, ajude a personaliza-los e completa-los, de acordo com o espírito de todo o grupo de Fundadores, até que todos possam se identificar com seus conteúdos que já conseguem expressar um estilo próprio de Comunidade.


Antes de comprar terra alguma, deve conformar-se o núcleo base da comunidade de afetos, de amigos. Um mínimo de 8 sólidas patas, melhor 16, para uma mesa que vai ter que suportar a muitos outros aspirantes a ecovileiros. Ao menos, 4 parceiros e 4 parceiras, Fundadores bem sincronizados, energia de ambos sexos em equilíbrio, que vibrem no mesmo desejo e propósito construtivo, que desenhem, debatam e finalmente concordem juntos sobre todos os detalhes possíveis do projeto e de seu plano.

Ecovila Comunitária é, como o matrimónio, uma intenção de crescer e desfrutar juntos: precisa-se passar por um grato noivado no que começar a conocer-se e a converter em sonho e objetivo geral a soma dos sonhos e talentos expressados por cada um como um exercício, sem exclusões, sem "prioridades práticas" limitantes, sem restrições que frustren a criatividade de ninguém, adaptando com flexibilidade e tolerância a vocação de cada indivíduo a um canal coletivo de realização, o qual possa fluir com as vocações dos demais sem desvirtuar-as nem as reprimir. Só funciona e ultrapassa qualquer obstáculo aquilo que o coração individual ama fazer funcionar.

Internet ou reuniões físicas temporais servem para planejar; no entanto, planejamentos são só energia da mente, intelecto. Assim que a comunicação virtual ou esporádica do grupo tem que ir unida a períodos de real e estreita convivência, a ser possível no campo, nos quais se alicerce a plena lúdica (mais que criando formalismos), o sentimento de irmandade, a alegria do passar bem juntos, a confiança, a abertura, o entendimento da otredade e até a admiração pelo génio interno que anima cada um, junto com a compaixão aceitadora das sombras, limitações e conflitos que porta todo ser humano, aceitação que é base de qualquer autêntico amor.

Se este noivado grupal acorda esse amor, finalmente dar-se-ão as melhores condições para um bem definido e convencido trabalho em equipe, deixando que o desenvolvimento do FAZER CONJUNTO modifique as pautas planificadas de acordo com o que demanda nossa realidade quotidiana e evolutiva, e não ao invés.


Normalmente o grupo arranca sendo numeroso, fala-se muito, porque falar do sonho é gostoso e mais econômico que investir dinheiro, tempo, trabalho e, sobre tudo, presença constante e construtiva nele; a maioria não tem uma verdadeira intenção real de deixar a sua vida citadina e marchar para o mato, pelo menos até aposentar-se ou até que o mar cobrir as cidades litorâneas, alguns dos que juram que estão disponíveis já mesmo, só o estão depois de satisfazer uma enorme lista de condicionantes prévios que demorariam dois ou três anos, ou mais, ou toda a vida, em realizar-se: destacam na faladuría os caciques que posições mais radicais defendem, tais como ocupar terrenos ou fundir-se com comunidades camponesas ou indígenas, com o qual o conflito ou a dependência de esquemas e hierarquias do mundo velho ficariam assegurados...

Cada pessoa trata de fazer que os demais aceitem o que ela acha que deve ser uma comunidade, há uma expressão egoica nisso, que se agudiza muito na hora de escolher algo tão subjetivo como o nome. Essa é uma discussão na qual é impossível o consenso, para supera-la é necessário uma votação na que a maioria decidir. Ahí, curiosamente, muitos se separam, porque sentem que deixou de ser “a sua” comunidade... e vai-se reducindo o número. Isso é bom, interessa acabar quanto antes esta necessária primeira etapa de faladuría, e que fiquem só os que estão dispostos a passar do sonho á realidade já mesmo.

FASE 2: CRIAÇÃO DE UM FUNDO COMUN:
Sae-se da primeira fase quando os verdadeiros Fundadores concordam em signar, pagar e legalizar juntos, assesorados por um ou dois advogados, o Estatuto da ONG ou Fundação, ainda que apenas seja um frio e burocrático documento cara ao Estado. Será no Acordo ou Manual De Convivência da Ecovila onde realmente se expressará o espírito da Comunidade, mas só se perfilará na Terceira Fase. Entretanto, se escolhem maioritariamente duas pessõas da confiança de todos para que façam de tesoureiros e se abre a nome da ONG ou Fundação uma conta bancária onde cada Fundador terá que depositar 1000 reais cada mês para dispor de um fundo comum com o qual comprar as terras adequadas, incluída a papelada, quando aparecerem.

Para que aparecerem, forma-se uma Comissão Geográfica de voluntários que devem explorar determinados territórios. Na prática, isso é lentíssimo e não funciona bem, a menos que um ou dois deles, os que maior vontade tem de começar já, tenham disposição, dinheiro e muitos dias para ir a viver a esse território, dormir onde se possa, e dedicar-se, tempo completo, dirigindo um veiculo e perguntando a todo mundo, a fazer contatos e explorar possibilidades. Vendo muitas terras e escutando muitos preços, eles acabam por ter claro que classe de território é o ideal.

Deve ter um mínimo de 30 ou 40 alqueres goianos (mais ou menos 4 hectares o alquer), estar a mais de 720 metros de altura, a menos de 10 kms da escola infantil mais próxima, do posto de saúde e do mercado, ser abundante em água limpa durante a seca, sem vizinhos poluidores entre a fonte e a comunidade, dispor de zona de banho, ter uma paissagem agradável, ter espaços planos para construir prédios, estar bem comunicada, com acesso para caminhões até as zonas que serão construídas. Fantástico se, ademais, tem energia elétrica convencional perto, até que se possa investir em energias independentes, se existir cobertura para celular e Internet wireless e se dispõe de terra fértil para hortas ou agrofloresta e até de fruteiras, ainda que ninguém se libera de ter que reinventar a Agricultura Alimentar.

A terra ideal não deve custar mais, incluída a papelada e a construção do primeiro prédio comunitário imprescindível, uma maloca circular multiusos, que o que o número total de comprometidos possa pagar em 2 anos, colocando cada um mil reais cada mês no Fundo.
Em justiça, o Fundo Comum deve dar uma compensação por gastos realizados às pessoas que finalmente descubriram a terra a comprar, em forma de uma redução das suas quotas.

FASE 3: COMPRA DA TERRA:
Descoberta uma terra ideal, tudo se acelera, porque de não comprar-se rapidamente, outro comprador aparecerá e ficará com ela. Então é obrigado que todos vão conhece-la e que se todos e cada um se comprometam a signar uma PROMESA DE COMPRA-VENDA, que, idealmente, possa se pagar com uma entrada grande e, o resto, em 12 parcelas bimensais durante dois anos. Geralmente o grupo não dispõe mais que de um terço do valor total, assim que o entrega e põe fe em que todos se virarão para pagar no seu momento as bimensalidades, ou que serão capazes de captar novos candidatos a ecovileiros, agora que o sonho virou realidade, com o qual esvaecem-se muitas das condições dos ecologistas radicais, que queriam só um ser humano por cada alquer.

Normalmente este é outro momento em que o grupo de Fundadores se reduz, já que alguns não dispunham, em verdade, do dinheiro necessário, mas tampouco queriam ficar fora do projeto e tinham a ingênua esperança de que bastaria aportar o seu trabalho voluntário para pertencer a uma Comunidade que tem que realizar fortes investimentos.

Os comprometidos não devem dar facilidades a este tipo de pessoas tão ilusórias para que continuem. Do contrário sempre serão uma voz e um voto no Conselho opondo-se ao desenvolvimento material da Ecovila, porque de jeito nenhúm querem soltar mais dinheiro.

Tampouco os comprometidos devem devolver o dinheiro até então investido por aquele inconsciente, que só poderá cobra-lo de alguém recém chegado que o substitua no grupo. Se alguma pessoa desta classe tem real interesse em continuar, é melhor que se vire em conseguir um empréstito dos seus próprios familiares, nunca dos comunitários.

Como compensação, novos quotistas inesperados participarão no último momento, geralmente amigos e simpatizantes que raramente pasarão alguns dias no campo, ao ver que os Fundadores perseveram com firmeza na consecução da terra, seja como for.

Ahí, chega um momento interessante: Os Comprometidos convidam a visitar a terra conseguida aos seus antigos companheiros de noivado e faladuría sobre o sonho, e se encontram com que só uma reduzida porcentagem se apressenta. Algúns, até escrevem que não querem recever mais e-mails do grupo. Uns poucos ficaram inimigos para sempre ante aqueles que ousaram realizar o sonho que eles jamais terão a coragem de levar da teoria á prática.

FASE 4: CONCREÇÃO DO SONHO PESSOAL:
A partir de agora, o treinado grupo de Fundadores, junto com os Cofundadores (Cofundadores são os que se adheriram á completar a compra das terras depois de que os Fundadores signaram o Estatuto e o Acordo de Convivência) tem que melhorar a sua metodologia de reuniões. Estas devem realizar-se em adiante de uma maneira criativa, interessante, tratando de se entender mais com a intuición que com a razão. As reuniões frequentes, se muito longas, formais e normativas, são esgotadoras, enrijecedoras, tristes e burocratizantes do ideal, que é um impulso irracional da alma. Nesse impulso unimos-nos; porem, na razão e a palavra, nos desentendemos e dividimos.

Viver negociando normas castra toda a espontaneidade e criatividade individual dos espíritos fortes, e é fonte contínua de politicaría, frustração e separatividade. Existe uma tiranía pior e mais empantanante que a do forte sobre os fracos, é a dos medíocres, medonhos e mesquinhos sobre os generosos, audazes e geniais, dentro de um sistema que presume de ser mais igualitário que equitativo. Equidade significa “a cada um segundo o seu mérito”. Isso é justiça. Igualdade sem mérito é demagogia e paternalismo. O mérito de quem mais arrisca e trabalha sendo capaz de imaginar e manter iniciativas realizadoras por ele mesmo ejecutadas, deve ser sempre estimulado facilitado e premiado, para que o conjunto progrida por contagiante emulação.

AGORA QUE SE DISPOE DE UMA TERRA REAL, chegou o momento de converter aqueles primeiros planejamentos abstratos do “Noivado” em propostas concretas sobre o terreno
Cada aspirante a Ecovileiro (Ninguém será um ecovileiro titular até ser votado pelo 75% do Conselho após 9 meses de residência e trabalho constante na Ecovila) tem que expressar,bem pensado e por escrito, o Sonho e o Compromisso Pessoal de cada um: Desde o início, qualquer Fundador, Cofundador, Voluntário ou Aspirante deve reflexionar profundamente sobre o que realmente deseja fazer pela Comunidade e pela sua própria vida sustentável e a da Comunidade, segundo seus sonhos, ideais, talentos, vocação, habilidades e gosto pessoal, e o colocar escrito no Blog ou no Mural de Avisos, onde todo mundo o possa ler, para ser tido em conta à hora de planejar o sonho e projeto coletivo.

Não adianta querer obrigar a ninguém a realizar atividades nas que não flui com prazer. Para aqueles trabalhos necessários que não existam voluntários, a Comunidade contratará trabalhadores internos e, se é preciso, externos, com as contribuções de todos. As prioridades necessárias de interesse comum que se concordem nas reuniões, não podem obrigar a ninguém a mais de três horas diárias completas e pontuais de trabalho comunitário de puro mantimento da Ecovila desde qualquer hora da manhã, para não frustrar os desejos individuais de realização criativa, que são os que verdadeiramente vão construir voluntária, gostosamente a Comunidade durante o resto do dia, sem ninguém andar medindo o tempo que lhe dedica. Importa poder ser feliz e realizado com o próprio trabalho escolhido.

O Conselho Ecovileiro, as condições em que se podem criar empreendimientos produtivos e rendáveis, já individuais ou coletivos, ou inclusive com parceiría de não residentes, sobre o território da Ecovila.

FASE 5- CONHECER-SE NO FAZER.
...........CONTINUARÁ NO POST 'FASES DA CONSTRUÇÃO DA ECOVILA'.............

domingo, 28 de junio de 2009

........PARTICIPAR EM ECOVILAS



PESSOAS QUE TENHAM INTERESSE EM SE INFORMAR SOBRE COMO FORMAR PARTE DAS ECOVILAS OU PROJETOS DE ECOVILAS QUE ESTÃO-SE CONCENTRANDO NO PLANALTO CENTRAL DO BRASIL, PODEM ESCREVER A ESTE BLOG OU AO E-MAIL brasiverso@gmail.com, colocando a palavra "ECOVILEIROS" no assunto.

Com gosto, a REDE LATINA BRASIL servirá à coordenação do encontro dos afins, o assesoramento e treino das pessoas que estão dando o pulo da cidade ao campo, e ao o seu relacionamento em rede, neste momento tão propício aos eco-assentamentos comunitários nas partes mais altas do interior.

martes, 9 de junio de 2009

........SOS PELO SUBCOYOTE ALBERTO RUZ

AJUDEM A PAGAR A VOLTA A MÉXICO DESDE O BRASIL, DO SUBCOYOTE ALBERTO DA CARAVANA DO ARCO-IRIS!!! MUITO OBRIGAD@S. GRACIAS!!!

Que el nuevo ciclo natural y cósmico abierto ayer por el Solsticio,

invernal en el sur, veraniego en el norte, les traiga a cada un@ de

ustedes todo tipo de bendiciones.

Quiero agradecerles de corazón por haber de una u otra manera cada un@

de ustedes respondido a nuestro llamado solidario para enviarnos, a la

Nave Madre de la Caravana Arcoiris por la Paz por barco a México, y a

mi, con toda la memoria documental y audiovisual de 13 años de viaje

por las Américas.

Gracias por todos sus buenos deseos, curación a distancia, velas,

rezos, y gracias por sus ofrecimientos de apoyos y donaciones para

conseguir cubrir los costos de ese flete y de mi pasaje de regreso a

México.

Referente a estos puntos, vari@s de ustedes e han manifestado que han

tenido dificultades para hacer los depósitos o las transferencias en

sus bancos, asi que voy a enviarles esta misma información para tod@s,

y a esperar que el Universo nos ayude aqui en la tierra con esas

operaciones, a veces tan complicadas.
Con todo mi amor, y suplicándoles que quienes puedan y logren hacer un

depósito, no dejen de comunicarnoslos a mi y a mi hijo Odin:

odinruz@gmail.com

Entre tod@s, una vez más, lo vamos a lograr!

Todas Nustras relaciones

Coyote Alberto
PARA DEPOSITOS A MI CUENTA EN BRASIL- SOLO HASTA EL DIA 7 DE JULIO y

SOLO DE PERSONA FISICA A PERSONA FISICA, y favor de informarme de los

movimientos bancarios para estar al pendiente,

ROQUE ALBERTO RUZ BUENFIL
BANCO DO BRASIL
Agencia 1835-X
Cuenta Corriente 37.922-0
Swift BRASBRRJSBO
Swift personal: 001835X0000379220

Dirección: Rua Ricardo Borges 2001
Bairro Guanabara
Ananindeua, BELEM
PA-Brasil
CEP: 67110290

PARA DEPOSITOS EN DOLARES o EUROS en la CUENTA DE MI HIJO
ODIN RUZ HANSBERG, favor de cpomunicarnos los detalles del movimiento

bancario.

FFC ODIN RUZ 01003085279

JP MORGAN CHASE BANK

270 PARK AVE NY NY

CP 10017

ABA 021000021

ACCOUNT 400010127

ACCOUNT NAME: BANCO MONEX SA

Dirección Personal de Odin: Aldea Huehuecoyotl s/n

Km 7.5 Carretera Sto. Domingo Ocotitlán

Tepoztlán, Morelos

62520, Mexico

Y PARA OTROS TIPOS DE ENVIOS, TIPO WESTERN UNION: FAVOR DE MANDAR LA

CLAVE DE ENVIO:
Roque Alberto Ruz Buenfil
Pasaporte Mexicano 09817952992
Banco do Brasil
Agencia Ananindeua
Belem, Brasil


EL LLAMADO DE LA MAZORCA
Por una Caravanera venezolana.

Hace 13 años, Alberto Ruz Buenfil, el Coyote Alberto para todos los que somos parte de la familia arco iris planetaria, salió de México abordo de la Mazorca, el autobús insignia de la que se convertiría en una de las experiencias e historias y ahora casi ya mito y leyenda, más relevantes del movimiento alternativo ecologista de todo el planeta, al emprender su viaje como la Eco aldea itinerante Caravana Arco Iris por la Paz.

Han sido muchos los que nos hemos montado y bajado de la Mazorca, la Wipala, la Combi, la Caracola o cualquiera de sus otros vehículos durante el fructífero trayecto entre México y Argentina y desde allí hasta el Brasil. A lo largo de ese camino fueron muchos los espectáculos realizados bajo su carpa de circo y muchos los talleres, conciertos y obras de teatro realizados bajo árboles y techos de paja o bajo el brillo del incansable sol y también torrentes de imparable lluvia.

Imparable como la lluvia e incansable como el sol ha sido el Coyote en su persistir, insistir, en hacer de ese camino, en unos casos, el despertar de semillas en estado latente en la psiquis colectiva de comunidades rurales y en otros casos el sembrarlas desde cero en terrenos psíquicos urbanos secos, semillas de practicas ancestrales de siembra biológica, construcción ecológica, interacción humana, relación con lo divino, en cada pueblo, ciudad, caserío, barrio, donde la Caravana llegó con su mensaje de vida ecológica, humana y espiritual.

Pero la lluvia en algún momento cesa y el sol en algún momento baja en el horizonte y así la Caravana, su Caravana, nuestra Caravana, está llegando a su fin en medio de la Amazonía Brasilera. Alberto la llevó hasta allí haciendo su esfuerzo máximo final, sin ningún proyecto ni patrocinio institucional de ningún lado, con las donaciones que le dimos los que pudimos según lo que cada uno pudimos. La Caravana tiene ya un buen tiempo sin financiamiento y el Coyote también tiene ya un buen tiempo sin buena salud, porque 13 años viviendo en un autobús en un viaje de ida y vuelta de punta a punta entre Centro y Sur America y no se paseo sino de entrega por la vida del planeta y de la humanidad, de cada día y cada noche y de cada respiración a la causa planetaria, cobran su precio, pasan su factura, en este caso, el de la propia salud y es justamente pulmonar, de respiración, la condición que aqueja al Coyote, en este momento en un lugar cuyo clima la desfavorece.

Cuando el nos lanzó un correo electrónico de esos poderosamente convocadores que tantas veces ha echado a rodar por la causa común a través de la internet, invitándonos a participar en el Foro Social Mundial realizado en Belém de Para en el Brasil, y pidiéndonos ayuda para llevar la Caravana hasta allí, a ese encuentro que el denominó El Llamado de la Floresta, también nos dijo en ese mismo correo que veía este evento como el cierre de estos 13 años y para todos fue claro que el desenlace de la Caravana se acercaba, mas nos quedamos quietos, sin decir nada, desde nuestro respeto haca él, honrando el que fuese el mismo quien a su tiempo dijera la última palabra.

El llamado fue exitoso, fuimos muchos los que participamos y con él montamos la Aldea de Paz del Foro Social Mundial en los predios de la Floresta Brasilera, como una Eco aldea temporal, que permitiera a sus más de 800 aldeanos y sus también muchos visitantes, ver como vivir, YA, un mundo que no solo es posible sino necesario y urgente y a partir del resultado de la experiencia la organización del FSM decidió que en adelante esta Aldea pasa a formar parte del esquema de cada Foro. Mejor cierre para estos 13 años, imposible.

Pero ya el Llamado de la Floresta terminó, así como terminaron en sus momentos los llamados del Cóndor, del Colibri, todos los llamados que el Coyote nos hizo. Y ahora somos nosotros, sus caravaneros, quienes hacemos uno, el Llamado de la Mazorca. Asumo yo la iniciativa porque por alguna razón misteriosa la vida me ha puesto en el lugar y el momento de ser testiga presencial y de tener la posiblidad de elegir ser actora activa del proceso de cierre de la Caravana, lo cual asumo y honro, compartiendo con todos mis hermanas y hermanos planetarios lo que estoy viendo y haciendo yo desde mi todo lo que pueda hacer.

Alberto necesita volver a casa, a México, con la Mazorca y no tiene ni la salud ni el dinero ni los proyectos de donde obtener el dinero que le permitan hacerlo. Mientras escribo esto desde Venezuela, a donde vine hace poco, la Caravana ya está siendo desmantelada en la Amazonía Brasilera y sus vehículos están siendo puestos a la venta, todos menos la Mazorca, para recolectar el dinero para llevar a Alberto con la Mazorca a casa. Pero el producto de la venta no va a alcanzar y faltan cerca de $3.000.oo para cubrir el costo del flete de la Mazorca para que vuelvan a su punto de partida los dos.

Yo, como caravanera, como hermana planetaria, como miembra de la misma tribu arco iris de todos los colores de la que somos parte todos nosotros, nos llamo a todos a que formemos una red de manos sobre la cual viajen el Coyote y la Mazorca mecidos por el amor solidario que es eje central de nuestro movimiento y nos invito a que cada uno de nosotros tienda su mano de la manera que pueda para lograr formar esa red.


Hago este llamado por el Coyote a los que hemos sido caravaneros, fijos o temporales, a los que han sido recipientes de las enseñanzas de la Caravana, a los que han sido sus anfitriones o amigos a lo largo del recorrido y también a los que nunca la han visto pero saben de ella y valoran el trabajo, mejor dicho, la vida, de Alberto con ella. Nos llamo a todos.


Hace unos días le dije al Coyote en un correo que yo tenía un sentimiento tan fuerte en relación a lo que la Mazorca simboliza para el a nivel espiritual y existencial, que, si yo no me moría antes y no era el quien iba a mi ritual funerario (y ya le pedí que de ser así me haga una rueda de esas maravillosas con cantos y bailes que el sabe hacer), si era él quien se moría primero, yo me veía en un ritual en el cual colocábamos su cuerpo dentro de la Mazorca y, a la usanza de los antiguos vikingos, que eran incinerados dentro de su barco echado a la mar, hacíamos una enorme pira funeraria con él dentro de su Mazorca y los despedíamos a los dos en un fuego ritual con cantos. Me respondió que él ya ha imaginado ese mismo ritual varias veces, con lo cual me ratificó mi percepción del valor simbólico de su rodante casa para él. Y comparto esta personal información que ambos nos dimos en un email de hermanos, porque siento que así como me clarificó a mi, a todos nos puede permitir entender el valor vital que su Mazorca tiene para él.


Hablo de un hombre que se ha desprendido de todas sus pertenencias, su dinero, su arraigo geográfico a un sitio específico, su familia, de todo, y quien es lo menos materialista que pueda haber, mas hablo de un ser, que como todos, tiene necesidades psíquicas y físicas básicas y en la Mazorca él ha puesto todos esos símbolos: espacio de arraigo, familia, referencia física de seguridad, y todos, hasta el más pequeño animalito de la Floresta Amazónica, necesitamos un mínimo espacio de seguridad que nos de contención, y eso es la Mazorca para Alberto.
Vamos a encontrar la manera de llevar al Coyote a su casa (México) con su casa (la Mazorca). Ese es mi llamado.


Él con la Mazorca están en este mismo instante literalmente varados en medio de la Floresta Brasilera y, sin el dinero, Alberto no puede hacer nada sino pasearse mental y emocionalmente por la idea de salir de la Mazorca también, mientras su salud sigue viéndose afectada en ese clima húmedo y lluvioso.


Cada uno de nosotros tendrá maneras creativas de evitarlo, unos tendrán un poquito, o un poco, o tal vez alguno tendrá un pocote de dinero que pueda dar, otros tendrán la forma de hacer recolectas con un concierto o espectáculo circense o comida donde cantemos, bailemos y hagamos maromas y malabares por ellos. El Coyote ha cantado y bailado dando su amor y ha hecho infinitas maromas y malabares financieros a lo largo de estos 13 años.
Es nuestro momento de salir nosotros a escena por él y su Mazorca.
¡Llevémoslos juntos a casa!.

Belén del Pará
Amazonia Brasileña
27 de mayo del 2009
CARAVANA ARCOIRIS POR LA PAZ
La Vuelta a las Américas en 13 ciclos de 13 lunas
En el mes de julio de lejano 1996, un grupo de 15 intrépidos aventureros de diferentes nacionalidades partimos de Huehuecóyotl, una pionera ecoaldea situada en la Sierra del Tepozteco, a bordo de un antiguo autobús escolar diseñado como una Mazorca, de donde le quedó el nombre, con el propósito de llegar en 13 lunas, es decir en un año solar de 365 días, hasta la Tierra del Fuego, la parte más austral del continente. A levantar una bandera arcoiris en los glaciares más cercanos a la Antártica.
Cuando los viajeros cumplimos ese primer año, apenas acabábamos de desembarcar en Cartagena, Colombia. La Odisea estaba apenas comenzando.
Una vez cruzados siete países centroamericanos, La Mazorca aguantó el peligroso cruce del Paso Darién en Panamá, y continuó su avance, serpentino, por el sur de las Américas. Salvo unos pocos, sus tripulantes originales fueron cambiando, mes tras mes, año tras año, conforme el viaje se hacía más largo, difícil e interesante. Para conseguir sobrevivir y costear los gastos del viaje, kilómetro a kilómetro, quienes llevábamos la visión, fuimos construyendo poco a poco una verdadera escuela viva itinerante, que resultó siendo llamada: LA CARAVANA ARCOIRIS POR LA PAZ.
Para hacer una Caravana, se precisaba, si, una nave que jalase a las demás, pero también otras naves que la acompañasen y contribuyeran a darle contenido a la misión con la que nos que estábamos comprometiendo. La Escuela comenzó a crear su propia metodología, nómada, holística, biocéntrica, formando varias generaciones de arte-educadores ambientales en el camino, ofreciendo talleres, cursos, conferencias, ceremonias, espectáculos, audiovisuales y eventos biorregionales, en cada comunidad que la creciente Caravana fue encontrando en su camino.
Los años y los voluntarios fueron pasando, y con ellos, fueron quedando atrás las fronteras de Colombia, Venezuela, Amazonia, Ecuador, Perú, Chile y Argentina. En cada país, fueron quedando sembradas semillas de esa visión educativa mediante la acción, y también fueron quedando caravaneros que encontraron amores, proyectos, iniciativas, y fue así, que nuestras propuestas se fueron multiplicando. Las semillas que germinaron porque cayeron en tierras y corazones fértiles, comenzaron a dar brotes que siguen creciendo y convirtiéndose en eco-casas, jardines y círculos de paz, proyectos, comunidades y aldeas ecológicas, grupos, redes y movimientos que van tejiendo poco a poco la nueva piel de la Cultura de Paz Planetaria, que todos anhelamos.
Solamente en el mes de junio del 2005, conseguimos atravesar las praderas heladas de la Patagonia, cruzar el Estrecho de Magallanes y llegar a la ciudad de Ushuaia, capital de la Tierra del Fuego. La epopeya nos había tomado nueve años, pero lo habíamos logrado. Fue uno de los momentos más hermosos, emocionantes y satisfactorios de nuestras vidas, aun si para entonces solo quedábamos solo un trío de veteranos de la primera, segunda y tercera generación de caravaneros y seis acompañantes.
Reconocemos que nunca hubiésemos logrado tal proeza, sin el apoyo de los más de trescientos voluntarios que viajaron por casi una década con
nosotr@s, aportando, cada un@, lo mejor de si mism@. A La Mazorca, se fueron sumado nuevas-antiguas naves coloridas a lo largo de los años. Algunas partieron de nuevo y otras sobrevivieron las duras pruebas hasta el final. Honramos aquí al “Sueñito”, la “Banji”, el “Hunab Kuh”, “La Luna”, el “Águila”, la “Caracola” y la “Wipala,” entre otras.
Sin embargo, al colocar la bandera arcoiris en el glaciar Perito Moreno en Patagonia, supimos que no era todavía hora de culminar con la Odisea. Acababa de integrarse a la tripulación Estrella, la primera niña “hecha y nacida” en la Caravana, y teníamos además por delante un gran reto: llegar a tiempo al segundo Encuentro Internacional convocado por la Caravana, después de haber organizado el histórico “Llamado del Cóndor” en Perú en 2003. Nuestro compromiso era ahora el de montar una nueva Aldea de Paz, en el corazón de Brasil, para recibir a quienes respondieran al “Llamado del Beija Flor.”
A duras penas, conseguimos atravesar Argentina, Uruguay y finalmente internarnos y cruzar la mitad del vasto territorio brasileño en el invierno del 2005 para llegar a Alto Paraíso, el lugar del encuentro de las tribus. Con una treintena de voluntarios, dos autobuses, dos traileres, una camioneta y nuestra gran carpa de Circo del Arcoiris, fuimos de nuevo la principal fuerza para crear esa aldea temporal, y para recibir a más de un millar de participantes de 35 países diferentes por trece días. Habíamos finalmente conseguido nuestro propósito. Era hora de regresar a casa, a menos que…ocurriese algún milagro.
El milagro ocurrió, y la persona clave para manifestarlo fue el entonces Ministro de la Cultura, el famoso compositor, hippie, ambientalista y activista afro brasileño de los años 60´s, con sus largos cabellos rasta: Gilberto Gil. El gran artista metido a político para hacer algo por su pueblo, nos conoció a través de uno de nuestros libros de viajes, y nos invitó a integrarnos en una naciente movilización para formar la primera Red nacional de Puntos de Cultura tradicional y emergente y de Escuelas Vivas, en la historia del Brasil. No había manera de negarnos. Y además, por primera vez en 10 años de viaje, una institución federal nos ofreció un interesante apoyo, político y económico para seguir…Caravaneando!
Y en esta acción y aventura se nos han ido estos últimos tres años. Recorriendo los muchos brasiles que conforman este vasto y complejo mosaico multicultural. Compartiendo y aprendiendo cada día, enfrentando retos, y disfrutando de una oportunidad inesperada, que hasta ahora nunca se nos había presentado.
Visitamos cerca de 100 comunidades en 11 estados, atravesamos selvas, sertones, cerrados, costas y sierras, hasta que llegamos a Recife, la capital cultural del nordeste Brasileño. El episodio con el Ministerio de Cultura había concluido. Así que nos pusimos a la espera de la siguiente señal que nos indicara el próximo destino, misma que no tardó en manifestarse, clara como siempre: Si después de esta gran odisea queríamos regresar finalmente a nuestras tierras de origen, tendríamos primero que montar una última gran Aldea de Paz, la mayor en 13 años de camino, en el marco del Foro Social Mundial.
Originados desde 2001, los FSM, cuya más reciente sería este año 2009, iba a realizarse en la desembocadura del Amazonas, en Belén del Pará. El Foro es sin duda el mayor encuentro de movimientos sociales organizados, y una de las causas que han ido liberando la emergencia de este nuevo capítulo de la historia que estamos viviendo. Con el desplome de la economía mundial de mercado y la crisis global que estamos atravesando, este parece ser un momento profético-histórico que marca la hora del despertar de las Américas, del Sur como del Norte, y ese despertar se está manifestando con las importantes transformaciones y movilizaciones político-culturales que están aconteciendo, a nivel continental y planetario.
Fue en medio de este proceso, que a fines de enero, con 23 voluntarios y seis vehículos, entre ellos el gran camión de carga Ganesh y la fiel kombi Beija Flor, adquiridos durante el período de trabajo con el Ministerio de Cultura, llegamos finalmente a Belén. Y ahí montamos una Aldea temporal de Paz, en el Campamento de la Juventud localizado en el campus de la Universidad Federal Rural de Amazonia.
Las experiencias que fuimos adquiriendo a lo largo de estos 13 años, sin duda fueron la principal razón de que en esta ocasión pudiésemos crear un lindo modelo de aldea sustentable. Con el apoyo de una cincuentena de antiguos caravaneros llegados de las cuatro direcciones para darnos su apoyo en ese importante desafío, conseguimos presentar una linda “ventana a la ecotopia,” frente a la cual desfilaron decenas de millares de activistas provenientes de todo el planeta.
Por primera vez en un FSM, los organizadores, los demás movimientos sociales, la prensa y la TV, brasileña e internacional, nos dieron su reconocimiento oficial y una gran visibilidad por todos los medios. Fue el cierre con “broche de oro” que la Caravana se merecía, y gracias a ello, el concepto de “Aldea de Paz” ha sido incorporado en la programación de los próximos Foros.
Fue así que en trece ciclos de trece lunas, o sea en más de 4700 días, hemos cumplido con nuestros mayores compromisos en el Sur de las Américas, y ahora, estamos preparándonos para emprender otra etapa para enfrentar nuevos desafíos en el Norte. La legendaria “Mazorca,” está también alistándose para emprender su retorno desde la mística y lejana amazonía, hasta su base de partida en Huehuecóyotl, para seguir caminando mientras sus viejos hierros aguanten, y mientras tengamos voluntarios que la tripulen para contender con nuevas y antiguas causas dignas de ser lidiadas.
El Coyote Alberto Ruz, originador de la Caravana y el primero de sus voluntarios, sostenido por un puñado de leales compañeros y su compañera, que aquí siguen después de mil desafíos, les saluda ahora desde el norte del Brasil, y les hace un llamado para darnos una mano para ayudarnos a retornar a la ilustre veterana a México.
Vamos a precisar personas y contactos que nos ayuden en la parte legal de Aduanas, para facilitar el ingreso y permanencia de La Mazorca en territorio mexicano.
Vamos a precisar apoyo económico para completar el pago del alto costo de su transporte marítimo desde Brasil hasta Veracruz, y una caravana local que nos acompañe desde Veracruz a Huehuecóyotl.
Vamos a precisar un equipo que trabaje con medios de información para organizar un evento mediático para su llegada histórica.
Vamos a precisar de un equipo coordinador para organizar una gran fiesta-evento en Huehuecóyotl, para celebrar su mítico retorno.
El tiempo es ahora, pues todas las circunstancias están dadas para dar inicio a este nuevo ciclo de aventuras y acciones en México, y para eso les estamos llamando con cierta urgencia, pues precisamos salir de Brasil de preferencia en este mes de Junio.
Contamos con
tod@s ustedes, y les agradezco de antemano sus apoyos, bendiciones, aportes, conexiones, consejos, propuestas, buenas vibras, con todas las intenciones de vernos….muy pronto!!!
Aquel gran abrazo para
tod@s
El Coyote Alberto Ruz
1-8893-2988